Secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, é quem irá a conferência; porta-voz do governo havia dito que Mandetta participaria. Brasil não reconhece Maduro, e sim, Juan Guaidó
Após o porta-voz da Presidência da República ter informado na segunda-feira (11) que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, participaria em Washington (EUA) de uma conferência sobre a crise da Venezuela, o ministério informou nesta terça-feira (12) ter decidido enviar um secretário ao encontro.
O governo brasileiro será representado na Conferência Humanitária do Governo Interino da Venezuela, na próxima quinta (14), pelo secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira.
A portaria que autoriza a viagem do servidor, assinada por Mandetta, foi publicada na edição desta terça do "Diário Oficial da União". O ministro autorizou o afastamento de Oliveira até sexta (15).
A informação de que Mandetta iria à conferência foi dada na segunda (11) pelo porta-voz do governo, Otávio do Rêgo Barros.
Ele anunciou que o presidente Jair Bolsonaro havia autorizado o afastamento do ministro para participar do evento, divulgado pelo líder oposicionista Juan Guaidó (leia mais abaixo).
O G1 procurou as assessorias da Presidência e do Ministério da Saúde para esclarecer qual autoridade irá aos EUA.
A Presidência informou que a vale a posição do ministério. A pasta, por sua vez, informou que Oliveira é quem participará da conferência.
“Será uma reunião técnica de análise da situação humanitária na Venezuela. Sendo assim, houve uma avaliação de que o representante do Ministério da Saúde será o secretário da SVS, Wanderson Oliveira, pela experiência em emergências de saúde pública", informou o ministério.
A conferência
A conferência em Washington foi anunciada em uma rede social pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó.
Ele se declarou presidente interino do país por não reconhecer a legitimidade do novo mandato do presidente Nicolás Maduro.
Desde que Guaidó se declarou presidente venezuelano, mais de 40 países, entre os quais Brasil, Estados Unidos, países europeus e sul-americanos, o reconheceram como chefe interino do país. Quatorze países manifestaram apoio a Maduro, entre os quais Rússia e China.
Em uma rede social, Guaidó explicou que o objetivo da conferência é sensibilizar os governos de outros países, organismos multilaterais, empresários e ONGs sobre a necessidade de se incrementar a ajuda humanitária à Venezuela.
O país passa por uma crise econômica, política e social, com falta de alimentos, medicamentos e outros produtos. Também registrou um êxodo de cidadãos, que cruzam a fronteira com Brasil e Colômbia para fugir da crise venezuelana.